4ª temporada de Vikings – crítica

ALERTA: essa crítica contém spoilers

A primeira metade da temporada mostrou a queda do rei Ragnar. E não só ele. Os reis Ecbert e Aelle também tiveram seus finais traçados. O seriado manteve mostrando a realidade dos vikings em contrapartida da dos ingleses, expondo os reis tanto como pessoas, quanto líderes de forma a mostrar que por mais que as culturas sejam diferentes, cada um age pelo seu povo. Sem herói, sem vilão. Cada um era para si mesmo o maior aliado e o pior inimigo.

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“Você deve ser paciente, pai”, Bjorn Lothbrok.

Assim, os três reis tiveram seus arcos finalizados. Quando conhecemos Ecbert ele já estava instalado no poder, mas isso não nos impediu de vê-lo crescer ainda mais. No final, ele encontrou no seu pior inimigo, seu melhor amigo. Já Ragnar viveu tudo que os vikings precisavam: mostrou que podiam navegar por um outro lado e conquistar terras. Ele foi a porta para uma mudança no pensamento e ambição desse povo. Depois de sua queda, vira que como a profecia diz, estava na hora de seu filho tomar seu lugar e crescer mais do que ele mesmo já havia crescido. Mas vamos falar mais sobre isso daqui a pouco.

A ideia dessa temporada não foi só finalizar o arco de Ragnar – e mostrar que tem muito mais dos vikings para vermos do que as histórias dele – mas também foi expandir o universo da série. Com Rollo no poder, os irmãos divididos e Lagertha assumindo o reino, cada vez mais os horizontes da série vão se ampliando e alcançando novas regiões e culturas. A relação cultural e política continua sendo um dos principais acertos do programa.

A grande aposta agora é nos filhos de Ragnar, principalmente Ivar. A profecia dizia a respeito dele e vemos como ele vem conquistando seu espaço entre o povo. O último episódio mostrou muito bem isso, com parte do exército disposta a enfrentar os ingleses com ele. O jovem vem se mostrando um personagem imprevisível, que pode ocasionar ainda muitas surpresas e reviravoltas.

Essa temporada foi com certeza a mais sangrenta e continua tendo seus efeitos, cenários e trilha sonora como uma artimanha eficaz nas grandes produções.

Eu dou 4,5 estrelas para essa temporada.

 

 

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